Música e comportamento

por Jonas Souza

  Essa série de reflexões tem o objetivo de auxiliar, propor suporte, ou ainda contribuir com aqueles que trabalham com música, ou apenas têm interesse por ela, uma vez que o assunto música é de interesse geral, e quer queiramos ou não, faz parte da nossa vida É direcionada especialmente aos ministros de música, com assuntos referentes às suas atuações na totalidade de  seus ministérios; sejam eles, líderes de “louvor”, back vocals, instrumentistas, dançarinas(os), coristas, rappers, e qualquer outro título que exista ou venha a existir neste nosso universo de serviço musical dentro das igrejas.

  Em primeiro lugar: Por que música? Qual o sentido de ficar batendo com um “pauzinho” num tambor por horas? Ou ficar tocando aquela guitarra barulhenta??? Porém, principalmente para quem trabalha com música, essas perguntas equivalem a dizer “Por que comer?“.

  A verdade é que, assim como não dá para tirar a função do paladar e a necessidade de comer, das nossas vidas, também não dá para deixar de ouvir, pois os sons nos informam o que se passa à nossa volta. Portanto, podemos dizer que o serviço que a culinária presta, tornando a necessidade de comer, um ato prazeroso, a música presta também à função do ouvir, ao passo que ordena os ingredientes sonoros para que eles se tornem mais “digeríveis”, e não somente barulhos.  Como apreciador das duas áreas – música e culinária – sinto-me muito à vontade nesta explanação.

  Isso nos leva a refletir nosso papel como ministros, servidores da área musical, e nos leva a concluir temos que nos imbuir dessa responsabilidade.

  Transportemo-nos para o ambiente da multiplicação dos pães (Mateus 14: 13 a 21), este texto tão conhecido nosso (ao menos, devia ser). Os discípulos vêm trazer uma situação, ao Mestre. A multidão estava com fome. Jesus lhes diz: “Não os despeçais, mais dai-lhes vós mesmos de comer. Isso nos pega de calça curta. Eu sou o discípulo, Jesus vai fazer o milagre coletivo, mas conta comigo para ministrar a quem necessita, o resultado desse milagre.

  Pois bem, Deus opera cura, reconciliação, conversão, e um refrigério no meio de seu povo, mas os ministradores têm que estar prontos para servir, servir bem, servir com alegria, agradando assim a Deus e dando apoio ao seu próximo naquilo que é necessário.

  O termo que pode resumir essa e as próximas edições da nossa conversa é “serviço”, naquele sentido de “eis-me aqui”.

  Deus nos chama hoje para “servir” a seu alimento; alguns servem em forma de palavra, outros em forma de assistência social, e outros como em nosso caso, em forma de música. Cabe então aos músicos, fazer com que esse prato de Deus, enfeitado com notas, acordes e pulsações rítmicas, chegue quentinho e saboroso ao “paladar” sonoro de seus destinatários.

Até breve, No amor de Deus, Jonas Souza